A cirurgia muda o corpo, mas a relação com a comida e com você mesmo se transforma na mente. O apoio psicológico é parte essencial dessa jornada — antes e depois.
A cirurgia bariátrica é uma decisão importante que envolve muito mais do que o aspecto físico. O acompanhamento psicológico ajuda em todas as etapas: na preparação e avaliação pré-operatória, e na adaptação emocional no pós-operatório, fase em que muitos desafios aparecem.
Emagrecer não resolve automaticamente a relação com a comida e as emoções. Sem cuidado, padrões como o comer emocional e a compulsão podem reaparecer de outras formas. Por isso, o suporte psicológico é recomendado por equipes multidisciplinares como parte do tratamento.
No pré-operatório, a terapia ajuda você a chegar mais preparado emocionalmente, compreendendo a sua relação com a comida e fortalecendo recursos para a mudança. Em muitos casos, é também o momento da avaliação psicológica solicitada pela equipe médica.
No pós, o acompanhamento apoia a adaptação à nova rotina, lida com a ansiedade e o comer emocional, cuida das mudanças na imagem corporal e nas relações, e ajuda a sustentar os resultados a longo prazo. Tudo com a abordagem prática da TCC.
Preparação emocional, avaliação e fortalecimento de recursos.
Apoio nas primeiras semanas e na adaptação aos novos hábitos.
Manejo de emoções, imagem corporal e manutenção a longo prazo.
A cirurgia bariátrica é uma ferramenta poderosa para a saúde, mas ela atua sobre o corpo. A relação com a comida, as emoções, a imagem corporal e os hábitos construídos ao longo de uma vida continuam precisando de cuidado. Sem esse trabalho, padrões como o comer emocional e a compulsão podem reaparecer de outras formas no pós-operatório.
É por isso que equipes multidisciplinares incluem o acompanhamento psicológico como parte do tratamento, antes e depois da cirurgia. Ele não compete com o time médico e nutricional: caminha junto, cuidando da dimensão emocional dessa transformação.
Dois temas aparecem com frequência no pós-bariátrica. O primeiro é o medo do reganho de peso, que costuma ter forte componente emocional e comportamental: ansiedade, comer emocional e a volta de antigos padrões. Trabalhá-los na terapia ajuda a sustentar os resultados a longo prazo.
O segundo é a imagem corporal. Mesmo após uma grande mudança física, muitas pessoas seguem se enxergando como antes, ou passam a lidar com novas questões (pele, autoimagem, relacionamentos, identidade). A terapia oferece um espaço para integrar essa nova fase com mais equilíbrio e autoestima.
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