Nunca estivemos tão expostos, nem tão atentos, à imagem que projetamos. Entre filtros, stories e reels, as redes sociais redefiniram o que significa se sentir bem na própria pele — e a pesquisa em psicologia já tem um retrato bastante claro do custo emocional dessa exposição constante.

O que a pesquisa mostra

Estudos com adolescentes e jovens adultos mostram uma correlação consistente entre tempo de uso de redes visuais — Instagram e TikTok à frente — e níveis mais altos de insatisfação corporal. Pesquisas apontam que pessoas que passam mais de três horas por dia nessas plataformas relatam mais insatisfação com a própria aparência do que quem as usa por menos tempo. Redes mais centradas em texto, como o X ou o WhatsApp, mostram efeitos bem menos pronunciados.

Como a comparação social funciona

O mecanismo por trás disso tem nome: comparação social ascendente. Ao se expor repetidamente a imagens idealizadas — muitas vezes editadas antes de serem postadas — a pessoa tende a se comparar com perfis que aparentam ter mais beleza, sucesso ou validação. Isso reduz o valor pessoal percebido, mesmo quando a pessoa sabe, racionalmente, que aquela imagem foi construída.

O papel da validação externa

Curtidas, comentários e compartilhamentos se tornaram métricas informais de aprovação social. Isso cria um ciclo em que a autoestima passa a depender de sinais externos e intermitentes, em vez de se sustentar em uma percepção mais estável sobre si mesmo. Esse mecanismo de comparação e validação tem sido associado ao aumento de sintomas de ansiedade, depressão e insatisfação corporal, especialmente entre mulheres e adolescentes.

Sinais de que as redes estão pesando

Como proteger sua autoestima

Reduzir o tempo de tela ajuda, mas não é a solução completa — o problema central é a comparação, não a tecnologia em si. Trabalhar a autoestima na terapia envolve entender de onde vem o seu valor pessoal, identificar os gatilhos específicos que pioram sua relação com a própria imagem e construir critérios internos de valor que não dependam da métrica de outra pessoa.

Sente que sua autoestima está sendo moldada pela comparação constante nas redes?

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Perguntas frequentes

Sair das redes sociais resolve o problema de autoestima?
Sair ajuda a reduzir o gatilho, mas não resolve sozinho. A raiz costuma estar em como a pessoa constrói seu valor pessoal. A terapia trabalha essa base, para que a autoestima não dependa de validação externa.
Por que redes visuais como Instagram afetam mais que outras?
Porque o conteúdo é predominantemente de imagem, muitas vezes editada, o que intensifica a comparação social ascendente — quando nos comparamos com padrões que parecem inalcançáveis.